oremos por transformações mais profundas na nação
O Brasil não é para amadores.
A terra da Amazônia é a terra do Covidão. A cidade maravilhosa é a cidade do Comando Vermelho. O povo hospitaleiro e bem-humorado é o povo da lei de Gerson – “gosto de levar vantagem em tudo”.
O mundo é uma mistura de Criação bela com Queda horrível e Redenção refrescante. Por causa disso, há sempre uma sensação agridoce, de beleza e feiúra, doçura e amargor. É por isso que odiamos e amamos o Brasil ao mesmo tempo.
Cínicos tenderão a ressaltar apenas a feiúra. Em nossos dias, a imprensa trabalha intensamente para nos fazer pensar que o Brasil é o pior lugar do mundo, e o único responsável por isso é o presidente.
Sentimentalistas tenderão a ressaltar apenas a beleza. Em nossos dias, bolsonaristas trabalham intensamente para nos fazer pensar que o Brasil é o melhor lugar do mundo, e o único responsável por isso é o presidente.
Mas o cristão é chamado a experimentar um realismo esperançoso. Uma postura de vida que nem cede ao cinismo, nem ao sentimentalismo. Contempla a Queda e se entristece, ao mesmo tempo em que observa a Criação e a Redenção, e se alegra.
O Brasil traz marcas profundas da Queda. Uma história baseada em favores e privilégios; décadas de corrupção e exploração de um povo; recentemente, a tirania expressa de prefeitos, governadores e um judiciário que se pretende “pai” dos cidadãos. A presença de excluídos e miseráveis, anônimos na cidade. Sobre isso choramos, e contra isso levantamos a voz.
O Brasil traz marcas profundas da boa criação de Deus. Seres criados à imagem e semelhança do Altíssimo, sorridentes em meio a desafios, esperançosos diante de crises, apreciando traços culturais e belezas naturais. Quanto a isso, agradecemos e desfrutamos.
Hoje celebramos a independência. Podemos fazer isso, pedindo a Deus um tipo mais profundo de libertação sobre a nossa terra.